O Globalismo e a Fraternidade

Alguns cidadãos de boa vontade podem pensar que a fraternidade universal – o primeiro objetivo do movimento teosófico moderno – possui uma visão “globalista” do mundo.
Cabe portanto examinar uma questão: será que o projeto teosófico propõe de algum modo ou sugere a “unificação” formal do mundo?
A resposta é clara:
“Não. De maneira nenhuma.”
O globalismo propõe uma unificação política e econômica, até mesmo cultural do mundo. A monocultura é uma doença, tanto em ecologia como em sociologia. O jardim do reino humano precisa de diversidade para ser forte e para gerar frutos espirituais.

Alguns cidadãos de boa vontade podem pensar que a fraternidade universal – o primeiro objetivo do movimento teosófico moderno – possui uma visão “globalista” do mundo.
Cabe portanto examinar uma questão: será que o projeto teosófico propõe de algum modo ou sugere a “unificação” formal do mundo?
A resposta é clara:
“Não. De maneira nenhuma.”
O globalismo propõe uma unificação política e econômica, até mesmo cultural do mundo. A monocultura é uma doença, tanto em ecologia como em sociologia. O jardim do reino humano precisa de diversidade para ser forte e para gerar frutos espirituais.
A teosofia tem um profundo respeito pelas diferenças entre culturas. Ela valoriza as tradições locais. Ela defende o patrimônio espiritual de cada povo e cada etnia. A teosofia não pensa, nem ensina, que a soberania dos estados nacionais deve ser boicotada ou combatida.
A fraternidade universal nada tem a ver com a uniformidade de aspectos externos nos reinos visíveis da vida social. Ao contrário. Uma federação saudável entre as nações irá respeitar a independência de cada uma delas.
Lado a lado com a Ecologia, a teosofia moderna celebra a diversidade da vida e o contraste cultural entre povos pacíficos.
A fraternidade universal depende da comunhão interna e da compreensão mútua. Ela celebra a amizade. Ela ensina que as diferenças levam à criatividade e à transcendência.
Os jesuítas e o Vaticano foram globalistas enquanto puderam. Martinho Lutero criou uma teologia que restaurou o respeito pelas nações e pela diversidade de pensamento.
Napoleão Bonaparte sonhava com um “mundo politicamente unificado”. O resultado foi um desastre. Os fundadores dos Estados Unidos da América do Norte, no século 18, acreditavam na independência dos povos. O resultado foi a vitória e o progresso da alma.
Adolf Hitler e Benito Mussolini, dois criminosos, podem ter-se apresentado como nacionalistas para efeitos de propaganda: na verdade, eram claramente globalistas. Hitler queria o poder mundial. Ele desejava destruir nações e até certo ponto conseguiu fazer isso. O resultado foi um desastre em escala planetária. Por outro lado, Mahatma Gandhi e Winston Churchill, entre muitos outros amigos da humanidade, acreditavam que as nações têm o direito de existir, de ser independentes, e de discordar umas das outras em paz. O resultado foi a preservação da diversidade e do respeito entre os povos.
O primeiro objetivo do movimento teosófico é definido como “formar um núcleo da Fraternidade Universal da Humanidade, sem distinção de raça, credo, sexo, casta ou cor”.
A teosofia combate o preconceito contra qualquer nação ou etnia. Ela respeita todas as formas de tradição cultural. Ela ensina a não-agressão, e especialmente entre seres humanos. Ela é contra o aborto, por exemplo. A teosofia se opõe ao antissemitismo. Ela é contrária ao antissionismo e a toda forma de ódio sistemático. Ela estimula um sentimento universal de boa vontade. Ela é uma filosofia de amor pela vida, e de amor pelo universo.
Carlos Cardoso Aveline

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *